sábado, 14 de dezembro de 2024

Pior aniversário da minha vida

Acabei de ter o pior aniversário da minha vida. Mesmo rodeada de pessoas nunca me senti tão sozinha. Porque eu não sinto mais alegria nas coisas que eram pra ser boas? Porque mesmo me esforçando as coisas não funcionam como deveria? É como se nada fizesse mais sentido nesse mundo e as pessoas apenas cumprissem o seu papel. Eu não sinto nada de bom, nada. Será que eu não mereço ser feliz? Porque nada me faz feliz? Porque eu não sinto nada? Nada além de desgosto? Porque?

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Eu sinto falta... eu juro que sinto.

Eu sinto falta... com todas as vértebras do meu ser. Eu sinto muita falta.

Eu sinto falta, daqueles dias, daquelas noites. Em que nunca me senti tão amada. Ainda que em uma terra estranha. Eu nunca me senti tão apreciada.

Eu me arrependo. Do que posso não ter feito. Posso não ter dito. Posso não ter atendido.

Mas o que posso fazer? Se aquilo, aquilo era tudo o que eu podia dar. E ainda assim queriam mais?

Eu me pergunto. Será que eu tomei a decisão certa?... se sim, porque meus sonhos todas as noites querem me pertubar? Fantasiando o que poderia ter sido? Me culpando pelo que não foi?

Eu sei o porquê. Sim. Porque tudo o que eu queria era poder estar de volta naqueles dias...

Eu sonho acordada. E sei que eu ainda amo, do fundo do meu ser. Cada sentimento e cada pessoa ali. 

Mas minha razão me dizia que eu precisava me afastar. Porque eu não era vista de verdade, nem sentida e nem compreendida, talvez nem amada.

Criaram um avatar. E eu não conseguia mais corresponder ao ser que nunca correspondi.
E lamentei, quando percebi, que um único segundo meu,  se transformou numa eternidade. 

Eu lamento, como tudo terminou. Eu realmente lamento. Mas... apenas quis me preservar. Não foi por mal. Apenas percebi que me entreguei demais, e não recebi de volta nem metade do que derramei.

Eu me deixei ali. Parte minha. Nunca vai voltar.

Mas mesmo assim... com tudo isso, me pediram mais. Como eu poderia entregar mais? Aquilo já era tudo. 

Eu me desbravei. Fui corajosa e quebrei orgulhos e barreiras que nunca achei capaz. Mas eu segui em frente. E ofereci o meu coração, por completo, joguei-o em meio ao desconhecido, a escuridão, ao deserto. 

Me entristece ver, que foi como jogar pérolas ao porcos. Agora eu vejo. A pobre inocência que tive, mais uma vez.

Mas tudo bem... eu aprendi agora, que temos que saber onde pertencemos. Uma pena que talvez, talvez foi um pouco tarde demais... se eu tivesse visto antes. Não teria me despedaçado, não teria sangrado, nem sentido falta da minha parte que se desmembrou de mim.

E agora eu sinto falta. Falta demais, daquilo que nunca mais vou viver, nem sentir, nem sorrir. 
Nem transbordar de felicidade ou de amor... do que uma vez foi meu. Uma vez, foi meu.

Me disseram que eu poderia continuar. Sem ter que me despedir. Mas como poderia? Minha intensidade não me permitiria. Se eu amo. Eu amo com tudo, tudo que tenho. Seja quem for. 

Não posso entregar metade do que tenho. Eu ofereço tudo o que posso. Mas se não é o suficiente... eu não consigo continuar, não posso seguir pela metade.

E se sou eu quem interpretou mal, então porque? Porque nunca vieram me buscar? Nunca quiseram saber de mim? Porque sou sempre eu indo atrás? Eu tentei. Juro que tentei. Mas não posso mais correr atrás de quem não me quer. Talvez nunca me quis de verdade.

E é por isso. A falta que sinto. 

Será um fardo que preciso carregar. Ainda que ame. Nada vale mais do que a essência que posso entregar.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

Quero ser feliz também...

Eu só queria ser feliz... também. 

Assim como todos os que conheço que aproveitam cada folga pra sair. Ir a praia. Ver amigos.... enfim viver.

Enquanto isso eu sou obrigada a ficar trancafiada. Cuidando de outros. Nunca de mim.

E mesmo que eu quisesse sair. Teria que ir sozinha. Pois apesar de ter colegas, nenhum deles se importa comigo de verdade. Não tenho ninguém que me chame pra sair a noite. Pra ir ali. Fazer qualquer coisa.

Os poucos que tive. Eu afastei. Talvez eu mereça a infelicidade.

Porque pra todos parece ser tão fácil? E pra mim é sempre tão difícil? Viver... sair, ter amigos de verdade... ter uma vida, liberdade.

Quero ser feliz também... mas porque não posso? Em tanto tempo que vivi posso contar nos dedos as vezes em que feliz eu fui.

Enfim. Quero ser feliz também...

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

Eu Juro...

EU JURO que devo ter sido uma pessoa horrível em uma vida passada, porque não é possível!

Não é possível que eu tenha que aturar uma vida assim. 

Eu devo ter dado um abraço no Hitler.

Com uma mãe tão melodramática e difícil de conviver.

Uma vida presa e sem ninguém que me chame pra sair. Onde os dias que acho que podem ser bons nunca são. Sempre, sempre acontece algo...

Uma pessoa que estraga as próprias pequenas coisas boas que aparecem pela frente.

Porque todo mundo pode se divertir e eu não?
Eu nunca me divirto. E mesmo que quisesse não teria ninguém pra se divertir comigo.

E de novo. Que eu tenha que aguentar essa pessoa todo dia.

Meu Deus porque não posso ser uma pessoa sozinha que pelo menos tem a dadiva da solitude?

Eu tenho que aceitar e esperar o fim. É o que da pra fazer.

domingo, 28 de janeiro de 2024

Como dizer??

Como dizer que estou deprimida?
Como dizer que não sinto mais prazer na vida?
Que nenhum dia me deixa feliz? 
Que dia após dia eu apenas vivo, mas vivo sem sentir?
Como dizer que a rotina me engoliu? A ponto de eu não me reconhecer e não ser mais quem eu era?
Como dizer que o passado me atormenta e o futuro me agoniza?
Como dizer que eu sou infeliz?
Como dizer que eu me torturo em silêncio? 
Como dizer que eu me saboto o tempo todo de forma consciente?
Como dizer que eu já não suporto? Não suporto pessoas, situações, sentimentos e esperanças.
Como dizer que eu venho me anulando todos os dias por querer?
Como dizer que eu venho acelerando o meu fim de propósito?
Como dizer que sou minha pior inimiga?
E que me sinto tão vazia e tão sozinha que nada mais me afeta?